terça-feira, 26 de janeiro de 2016

PRODUTOS DA HORTA

AIPO


O aipo possui diversos benefícios para a saúde devido às suas propriedades diuréticas, expetorantes, laxantes, tónicas e é rico em flavonoides, vitaminas e minerais fortalecem as defesas imunitárias e o metabolismo.

Por ser diurético, o aipo elimina as toxinas acumuladas no organismo, combate o inchaço e ajuda a emagrecer. O aipo é rico em água, potássio, sódio, cálcio, fósforo, ferro e vitaminas B e C.



         O aipo pode ser totalmente utilizado, desde a raiz até as folhas, podendo ser adicionado às receitas culinárias ou sob a forma de chá.
É uma planta muito versátil na cozinha, pode ser consumido em saladas cruas, cozidos, sopas, pratos de aves, peixes ou assados.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

INVERNO COMEÇA HOJE ...

 

 
O solstício de inverno ocorre esta terça-feira, às 04h48 (hora de Lisboa), marcando o início da estação do inverno no hemisfério norte, indica o Observatório Astronómico de Lisboa. 

O inverno, a estação mais fria do ano, prolonga-se por 88,99 dias, até ao próximo equinócio, que acontece a 20 de março, às 04h30, assinalando o começo da primavera.
 
O solstício de inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador. Embora a data não seja a mesma em todos os anos, pode-se dizer que ocorre normalmente por volta do dia 22 de Dezembro.

Enquanto nos países do hemisfério norte, como Portugal, começa o inverno, nos países do hemisfério sul, inicia-se o verão.

No primeiro dia de inverno, as temperaturas máximas, no continente, vão oscilar entre os 7ºC em Bragança e os 19ºC em Faro, de acordo com o portal do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.

Em Cabeceiras de Basto as temperaturas vão rondar entre 1ºC e 13ºC.

O céu vai estar, em geral, pouco nublado em todo o continente.
 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ALECRIM

 
Nome vulgar: Alecrim
 
Nome botânico: Rosmarinus officinalis
 
Algumas variedades: existe uma variedade cujo nome é Rosmarinus officinalis prostratus, que também é usada como planta ornamental.
 
Ciclo de vida: Arbusto de folha persistente.
 
Origem: Região Mediterrânica, característica das zonas costeiras, rochosas e arenosas.
 
Clima e Solo: O alecrim gosta de calor, locais secos, não aguenta terrenos encharcados. Gosta de solos arenosos, embora com facilidade se adapte a outro tipo de solo, exceção os argilosos.
 
A folha: O alecrim apresenta folhas pequenas e duras sem pecíolo. Muito aromáticas as folhas, de cor verde escura na face superior e esbranquiçadas/prateadas na face inferior.
 
Propagação: Deve ser plantado de preferência na primavera ou verão. A propagação pode ser feita através do corte de um ramo novo com aproximadamente 10-15 cm, retirando-se algumas folhas da base e plantando directamente no solo, ou através de sementes, por este método a planta demora muito mais tempo para se desenvolver.
 
Floração: A floração dá-se na primavera/verão, se o clima for ameno pode florescer para além desses meses. A cor da flor é azul ou violeta claro, estão presentes na planta durante quase todo o ano.
 
Colheita: Apanhar em pequenas quantidades durante todo o ano. A colheita principal das folhas deve ser feita antes da floração.
 
Na culinária: Fresco ou seco, é muito apreciado na preparação de vários tipos de carne e batatas assadas. Em churrascos recomenda-se espalhar um bom punhado sobre as brasas, para perfumar a carne e espalhando o seu agradável odor no ambiente.
 
Na saúde: Planta aromática e medicinal; ramos, folhas e/ou flores são utilizadas em infusões, secas ou frescas. Tem grande número de aplicações medicinais e cosméticas. A medicina popular aconselha o alecrim como estimulante às pessoas atacadas de debilidade. A tosse pertinaz desaparecerá com infusões de alecrim, bem como ajuda as pessoas cujo estômago seja preguiçoso para digerir. É relaxante muscular, ativador da memória e fortalece os músculos do coração.
§ A informação aqui apresentada não deverá nem poderá ser seguido como substituto de consulta médica. Não se pretende aconselhar sobre como curar sintomas ou doenças. Consulte sempre o seu médico para aconselhamento sobre a sua alimentação e saúde. O objetivo desta informação é incentivar uma alimentação saudável.
 
Curiosidades: Segundo se diz o alecrim tem a propriedade de afugentar as pragas, assim todas as plantas perto de si estarão mais protegidas dessas mesmas pragas.
A flor do alecrim está associada à coragem e fidelidade. De igual forma, significa bom ânimo, confiança e espiritualidade. As suas flores transmitem um sentido de bem-estar e por esse motivo estão muitas vezes presente em reuniões familiares.
Os romanos designavam-no como rosmarinus que em latim significa orvalho do mar.
 
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

terça-feira, 14 de abril de 2015

RATATOUILLE

O ratatouille é um prato rústico, conhecido desde o séc. XVIII, típico da região da Provença, França, pode ser servido quente ou frio, sozinho ou como acompanhamento.

Na minha receita tem algumas variantes. Acrescento azeitonas e cubos de tomate (sem cozinhar) é servido quente acompanhado por uma fatia de seitan.


 

Receita de: 
Jacqueline Ingold Vilela Passos.

Refogar em azeite cebolas cortadas a rodelas até ficarem translúcidas. Juntar alho picado, ervas de Provence (tomilho rosmaninho, orégão, manjerico, etc.) e sal que baste. Misturar bem. Juntar pimento verde (também vermelho e/ou amarelo se quiser) cortados em pedaços e sem pevides. Misturar. Em seguida juntar beringelas cortadas em cubos e curgetes também em cubos (ou quadrados). Por fim, juntar tomates em pedaços, 1 a 2 folhas de loureiro (segundo gosto) e um pouco de pimenta (facultativo). Deixar cozer em lume brando durante cerca de 1h e meia, mexendo de vez em quando. Pode-se comer quente ou frio.


 
 

Fonte:
A CASA DE PAÇO DE VIDES
História da Família - Os Vilela Passos, de Estela Ângela Leite de Barros Vilela Passos 
           

terça-feira, 24 de março de 2015

LIMOEIROS DO GRANDE PORTO ATACADOS POR NOVA PRAGA

O Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) identificou recentemente uma nova praga em citrinos na área do Grande Porto, cujo inseto picador-sugador considerado de quarentena provoca “estragos muito graves”.

 
 
De acordo com um ofício da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), datado do dia 09 de março, o inseto – psila africana –, “além de provocar estragos diretos, pode veicular uma doença muito grave dos citrinos denominada Citrius greening causada por uma bactéria muito destrutiva” e que faz com que o fruto cresça pouco e se apresente deformado e descolorido.
Contactada pela agência Lusa, Gisela Chicau, da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, garante que o consumo de citrinos recolhidos em árvores afetadas pela praga “não tem qualquer risco para a saúde humana”.
Depois de, em dezembro do ano passado, Espanha ter notificado a primeira deteção desta praga na zona da Galiza, foi levada a cabo uma vigilância suplementar particularmente dirigida à zona norte do país, “tendo sido detetada a presença deste inseto em citrinos isolados em jardins particulares na área do Grande Porto em janeiro de 2015”, lê-se no ofício, disponível na internet.
“Da prospeção exaustiva realizada verifica-se que as deteções se circunscrevem à Área Metropolitana do Porto”, refere o documento, especificando que a praga foi detetada em diversas freguesias dos concelhos de Gondomar, da Maia, de Matosinhos, do Porto e de Gaia.
A psila africana, que foi “observada pela primeira vez na Europa, em 1994, na ilha de Porto Santo (Madeira)”, provoca a deformação das folhas novas, que ficam enroladas acentuadamente para o interior, atrofiadas e amareladas.
Como medida de combate a esta praga de quarentena, a Direção Regional salienta a proibição da entrada no país de material de propagação de citrinos, o corte e queima de imediato dos ramos com sintomas, seguindo-se um tratamento contra as formas hibernantes de insetos e ácaros à base de óleo de verão, tendo cuidado de atingir completamente a copa da árvore.
“As árvores afetadas devem ser sujeitas a monitorização durante o ano, para confirmação da eliminação ou não da praga e continuação de aplicação de medidas para o seu combate”, acrescenta a Direção Regional, na nota de divulgação da praga, disponível no seu site.
Gisela Chicau referiu que qualquer horto e cooperativa dispõem de profissionais habilitados para proceder ao combate desta praga, que implica o uso de inseticidas.
Até ao momento, a praga foi encontrada em árvores de citrinos, na sua maioria limoeiros, nas freguesias de Fânzeres, São Cosme e Valbom (Gondomar), Águas Santas (Maia), Leça da Palmeira, Matosinhos, São Mamede de Infesta e Senhora da Hora (Matosinhos), Aldoar, Nevogilde e Ramalde (Porto) e Arcozelo, Canidelo, Guilpilhares, Madalena, São Félix da Marinha, Valadares e Vilar do Paraíso (Gaia).
“Caso observe sintomas em plantas de citrinos deve contactar a Direção Regional de Agricultura e Pescas da sua região”, apela a DGAV no ofício.
O objetivo, concluiu Gisela Chicau, “é delimitar a zona infestada, acompanhar a mancha para ver a sua evolução”.

Li aqui: http://www.porto24.pt/cidade/limoeiros-do-grande-porto-atacados-por-nova-praga/

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

VISITAS, na Casa do Sargassal «1»

- Pardal



"Roubei" esta foto de um pardal-comum (macho), alimentando uma cria, aqui:

Nome: Pardal-comum ou pardal-doméstico
          
Passer domesticus


Identificação: O facto de coexistir com o homem no mesmo ambiente faz com que as suas características sejam facilmente apreciadas. Os machos e as fêmeas apresentam plumagens diferentes, sendo o primeiro caracterizado pelo babete preto, a testa e a coroa cinzentas, os loros escuros e o dorso acastanhado com marcas escuras. As fêmeas não possuem babete nem os loros escuros, apresentando a plumagem acastanhada e uma lista creme desde o olho à nuca. O bico é grosso, como é próprio das aves granívoras.


Abundância e calendário: O pardal-comum é bastante abundante ao longo do território, sendo geralmente ubíquo em zonas humanizadas, tanto em grandes cidades como em aldeias ou lugarejos habitados. Ocorre durante todo o ano, podendo formar bandos de grandes dimensões, especialmente em zonas agricultadas ou em dormitórios de parques urbanos.


Obtive este texto aqui:
http://www.avesdeportugal.info/pasdom.HTML



 - Encontram-se em grande número na Casa do Sargassal, onde todos os anos vêm procriar no telheiro que cobre a entrada da casa. Aqui permanecem até partirem para outras paragens.

É uma das aves mais comuns no mundo.

Alimentam-se principalmente de sementes, embora também consumam pequenos insetos, especialmente no período de reprodução.


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

HIBISCO


Nome vulgar: Hibisco-da-Síria, Rosa-de-Sarom

Nome botânico: Hibiscus syriacus

Origem: Originário da China e zonas da Ásia.

Descrição: Arbusto de crescimento rápido, forma colunar, muito ramificado, com folhas verde-escuras serrilhadas de forma irregular e flores vistosas, de pétalas simples ou dobradas ao longo dos ramos, cuja altura pode atingir aproximadamente 3 metros. 
 
Clima e Solo: Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. O hibisco-da-síria é tolerante ao frio e á geada. Também pode ser utilizada no litoral, pois tolera a salinidade do solo, mas a sua floração mais abundante é em lugares com clima de características tropicais.

Adubações mensais na primavera, verão e outono estimulam intensas florações e deixam a folhagem mais vistosa.

Podas de limpeza, formação e renovação são essenciais para esta espécie e devem ser realizadas no inverno. Quando usada como cerca-viva pode ser podada, diminuindo bastante a produção de flores. A distância entre plantas deverá ser de aproximadamente 0,50m, tanto em ornamentação ou cortina vegetal.
É usada com muito sucesso na arborização urbana, sendo plantada isolada, em conjunto ou em fileiras. É excelente como cerca-viva, sendo ao mesmo tempo rústica e florífera.

Floração: Encontram-se diversas variedades de flores, róseas, roxas, brancas ou azuis e várias combinações entre estas cores, exalam forte aroma nas noites de calor.
A época de floração prolonga-se de Maio a Setembro.

Variedades de flores existentes na Casa do Sargassal:

 






 






















Propagação: Pode ser feita por estacaria dos ramos, retirando-se parcialmente as folhas, as flores e os botões, colocando-se as estacas em areia de construção previamente lavada e húmida até o completo enraizamento, também por sementes. Eu uso este sistema, embora seja mais demorado obter plantas com algum porte.

Usos: Suas flores são consideradas como comestíveis e delas se pode fazer deliciosas saladas ou geleias. Das folhas também se faz um chá muito aromático. Li estes usos, aqui.
 
Curiosidades: A Coreia do Sul adotou o hibisco-da síria como flor nacional.
 

quarta-feira, 11 de junho de 2014

LARANJEIRA

 
Nome vulgar: Laranjeira
 
Nome botânico: Citrus sinensis
 
Fruto: A laranja, tem um sabor que varia do doce ao levemente ácido.
 
Algumas variedades: Existem muitas variedades que se diferenciam pelo sabor, rugosidade e tamanho. Alguns nomes, Baía, Dalmau, Navelate, Cadena, Jaffa, Sanguínea, New Hall, Bedemar e Valencia Late.
 
Origem: A laranja é um fruto híbrido, criado na India a partir do cruzamento do pomelo com a tangerina, onde tinha o nome de nareng. O fruto, muito apreciado, acabou por se espalhar por toda a Ásia, chamando-se narang. A laranja doce é originária da China de onde foi trazida para a Europa no séc. XVI pelos portugueses.
 
Clima e Solo: Clima Continental, Mediterrânico, Oceânico, Tropical e solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares.

Propagação: A alporquia é um dos métodos mais antigos utilizados para a reprodução de plantas. O processo consiste em incentivar uma região próxima da extremidade de um caule principal ou de um ramo lateral a produzir raízes. Este processo deve ser realizado, no mês de Junho. Assim sendo, numa primeira fase deve cortar-se aproximadamente 5 cm de casca. Retira-se a casca e raspasse a zona com uma navalha até ficar com a cor esbranquiçada. Seguidamente coloca-se um recipiente - um garrafão de plástico, por exemplo - cortado a meio apenas num dos lados e enche-se de terra húmida.
                                            
A enxertia é outro dos métodos de propagação. 
 
Floração: Abril / Maio

Colheita: Conforme as variedades a colheita prolonga-se por um período que se inicia no princípio do mês de Outubro e termina no mês de Junho.
 
Composição nutricional:
 
 
Receita: Bolo de laranja e sultanas
Ingredientes: 500g de farinha de trigo branca, 350g de açúcar amarelo, 1 chávena de óleo, 300ml de água fria, 1 chávena de sumo de laranja, sultanas q.b., 1 colher de chá de fermento em pó, raspa de laranja q.b., uma pitada de sal e 1 colher de chá de vinagre.
 
Curiosidades: As laranjas doces são denominadas «portuguesas» em vários países da zona dos Balcãs. Na Grécia é «portokali», na Turquia «portokal», na Roménia «portocala», na Itália «portogallo».

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CURIOSIDADES - a Lua


LUA, e a sua influência nas plantações e sementeiras.


No quarto crescente, deve semear-se ou transplantar as plantas que sobem, como a ervilha, o feijão ou o tomate.

No quarto minguante, é altura de semear as plantas que descem, como as cenouras, rabanetes ou nabos, e as que não devem grelar, como couves ou alfaces.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A FÓRMULA CERTA PARA RECUPERAR SOLOS POBRES FOI CRIADA POR PORTUGUESES

Vinte variedades de plantas dão nova vida a solos.
As Pastagens Semeadas Biodiversas sugam mais dióxido de carbono do ar, enriquecem a terra e alimentam o gado.
Projecto ganhou prémio europeu ambiental.

 
O montado é um ecossistema excelente para a plantação das
pastagens biodiversas, que tornam os sobreiros mais saudáveis

Os agricultores precisam de ver para crer, diz-nos Tiago Domingos. O professor de engenharia ambiental do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e director da empresa de serviços ambientais Terraprima conseguiu que mil agricultores lhe dessem ouvidos. Hoje, em Portugal, há muitos terrenos onde as pastagens biodiversas crescem. A maioria está nos montados alentejanos, fortalecendo os sobreiros e prestando um serviço ambiental a todos.
 
Estas pastagens capturam uma quantidade anormal de dióxido de carbono, evitando a acumulação de parte do gás que mais contribui para o efeito de estufa, responsável pelo aquecimento global. Essa foi uma das razões para o projecto da Terraprima Pastagens Semeadas Biodiversas ganhar o concurso da Comissão Europeia "Um Mundo Que me Agrada", entre os 269 projectos concorrentes.

Sempre que Tiago Domingos fala sobre este projecto, o nome de David Crespo surge imediatamente. No púlpito do Teatro Real Dinamarquês, em Copenhaga, quando na quinta-feira à noite lhe foi atribuído o prémio, voltou a contar a história do engenheiro agrónomo que, na década de 1960, começou a pensar nas pastagens biodiversas.

David Crespo é hoje director do programa de investigação e desenvolvimento da Fertiprado, a empresa que fundou em 1990. Em 1966 trabalhava na Estação Nacional de Melhoramento de Plantas. Inspirado pelas pastagens que os australianos semeavam, onde utilizavam duas ou três variedades de plantas, o engenheiro começou a pensar como poderia resgatar os solos pobres portugueses.

"Em Portugal temos imensos solos diferentes. No mesmo hectare, cada pedaço de terra muda", explica Tiago Domingos. Os topos dos montes são mais secos e têm menos solo, a terra debaixo das copas das árvores é mais húmida. A geologia, fundamental na natureza dos solos, é variada no território português.

David Crespo pensou numa solução holística. O engenheiro agrícola desenvolveu uma fórmula de 20 variedades diferentes de plantas que, quando semeadas, respondem localmente. Algumas tornam-se mais dominantes consoante as condições da terra onde crescem.

O cientista escolheu espécies de leguminosas e de gramíneas. As primeiras, como o trevo-subterrâneo, têm uma relação simbiótica com bactérias que se desenvolvem em nódulos nas raízes. Estas bactérias captam azoto do ar, metabolizam e disponibilizam o azoto à planta. Desta forma, este nutriente entra no ecossistema sem ser necessário usar adubos, é depois absorvido pelas gramíneas, que se tornam uma parte importante do pasto dos animais.

Esta mistura tem uma série de benefícios. Como as espécies são anuais, resistem ao clima mediterrânico, produzem sementes e criam no solo um banco de sementes que pode manter a pastagem por décadas. As raízes das plantas, que também morrem anualmente, alimentam o solo com nutrientes.

Passados uns anos, estes solos triplicam a matéria orgânica. As pastagens alimentam mais cabeças de gado e captam mais dióxido de carbono. Também se verificou que os sobreiros que crescem nestas pastagens são mais saudáveis, e o solo é mais húmido, resistindo à seca.

Estes benefícios foram bem quantificados na última década pela equipa de Tiago Domingos. Foi assim que se descobriu que as pastagens biodiversas captam cinco toneladas de dióxido de carbono por ano por hectare.

A partir de 2008, a Terraprima obteve financiamento do Fundo Português de Carbono (FPM) para três projectos que envolveram mil agricultores. Estes tinham de comprar sementes para a pastagem, de aceitar cuidar delas segundo as regras da Terraprima e recebiam o apoio dos seus técnicos. Desta maneira, podiam ganhar entre 150 e 130 euros por hectare, pelo dióxido de carbono que as suas pastagens captam. É uma ajuda que seduz os agricultores, mas o trabalho só compensa a longo prazo, com todos os outros benefícios.

Os projectos do FPM já terminaram, mas Tiago Domingos espera envolver empresas para assim compensarem as suas emissões e a indústria alimentar para que os alimentos produzidos nestas pastagens tenham uma marca distintiva. O prémio europeu "pode ajudar a expandir este sistema dentro de Portugal e em muitos países".

Li este texto, aqui


terça-feira, 5 de novembro de 2013

COGUMELOS

Na natureza existem uma grande variedade de fungos que produzem cogumelos, sendo que muitos deles são comestíveis, alguns muito apreciados pelos seres humanos. Outros são tóxicos e alguns destes até mortais.
Pelo facto de não possuírem clorofila como as plantas, os fungos necessitam de matéria orgânica para se desenvolverem. Assim onde houver um substrato constituído por matéria orgânica podem desenvolver-se fungos.
O modo como os fungos obtêm os seus nutrientes confere-lhes grande importância na renovação dos ecossistemas. Utilizam a matéria orgânica morta sendo os principais responsáveis pela “limpeza” dos ecossistemas.
 



Nome vulgar: frade, gasalho, santieiro ou tortulho.

Nome botânico: Macrolepiota procera

Habitat: surgem nos lugares mais diversos, quer no meio da vinha e soutos, quer no meio de giestas e tojo, desde o Alentejo a Trás-os-Montes.

Época: geralmente surgem no Outono e Inverno.

Fisionomia: é o maior dos cogumelos comestíveis, cada pé atinge por vezes 40cm.




Valor gastronómico: comestível, excetuando o duro e fibroso pé; odor e sabor agradável.

Receita: Arroz solto de tortulhos
Ingredientes: cebola, alho, azeite, tortulhos, sal.
Preparação
: Faz-se o estrugido (refugado) com cebola, azeite e alho e deixa-se alourar. Acrescentam-se os tortulhos e deixam-se estar até perderem a água que possuem. Acrescenta-se a água desejada para fazer um arroz soltinho e tempera-se de sal. Quando a calda começar a ferver acrescenta-se o arroz, mexe-se e deixa-se cozer.
Nota: os tortulhos não se querem muito cozidos para que não fiquem moles.
"Roubei" esta receita aqui

A forma mais simples de os cozinhar
O modo mais simples de os cozinhar (frades, gasalhos, púcaras, santieiros, tortulhos ou guardas-chuva): depois de lavados em água corrente e raspados com a ponta da faca, temperá-los com umas pedrinhas de sal e assá-los nas brasas. SÃO DELICIOSOS.
 
Boas práticas na colheita de cogumelos:
- Colher apenas as espécies que se conhecem bem;
- Retirar o cogumelo do solo cuidadosamente, utilizando apenas utensílios ou ferramentas que não removam o solo;
- Sempre que possível não retirar o cogumelo completo do solo, antes cortá-lo pelo pé;
- Evitar colher exemplares imaturos (que ainda não libertaram os esporos) e não colher todos os exemplares da mesma espécie, no mesmo local;
- Deverá utilizar-se um cesto de vime para transportar os cogumelos, de modo a permitir o arejamento (o cesto além de permitir o arejamento, também permite que os esporos se vão libertando para o solo, à medida que caminhamos);
- Não colher cogumelos em zonas contaminadas, áreas industriais e bordas de estradas (os cogumelos nestas zonas podem conter resíduos tóxicos e ou metais pesados, dado que os fungos têm essa capacidade de remover esses elementos, que são perigosos para a saúde humana):
- Em caso de dúvida na identificação dos cogumelos não colher.


 
Sei muito pouco de cogumelos e assusto-me só de pensar que podem ser venenosos.
No entanto, no passado sábado, encontrei na Casa do Sargassal, estes seis frades (gasalhos como são conhecidos na região do Douro), única espécie de cogumelos selvagens que me aventuro a colher e cozinhar.
Foram confecionados do modo mais simples que conheço, assados nas brasas.

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Este post e a Filatelia:

 
 

sábado, 3 de agosto de 2013

MIRTILO

Este ano foram colhidos os primeiros mirtilos, na Casa do Sargassal, de momento são cinco as plantas existentes.
 




Nome vulgar: Mirtilo, também conhecido como arando, uva-do-monte ou blueberry. A planta pode alcançar 1 a 1,5 metros de altura.


Nome botânico: Vaccinium corymbosum (espécie nativa norte-americana que deu origem à maior parte dos arbustos de mirtilo híbridos que são cultivados, nos EUA e Canadá, Europa e Ásia, Austrália, Nova Zelândia, Argentina Chile e Uruguai.

 

Algumas variedades: Aurora, bluecrop, bluegold, bluejay, brigitta, chandler, darrow, drapper, duke, elisabeth, elliot, goldtraube, lateblue, misty, nelson, o´neal, ozarbue, patriot, spartan e toro.
 
Origem: O mirtilo é nativo da América do Norte e das regiões montanhosas dos EUA e Canadá.
 
Clima e solo: O mirtilo gosta de frio e, por isso, vive em regiões onde o inverno seja muito rigoroso. Durante a fase de repouso vegetativo, o frio é o factor mais importante e na fase vegetativa são a temperatura, a precipitação e a radiação solar.
No repouso vegetativo, para a planta ter um período suficiente de dormência, tem de passar, no mínimo, por 700 horas, a cerca de 7ºC.
Na fase vegetativa, as plantas são sensíveis aos ventos frios e tardios da primavera que ocorram após a abertura das flores. No verão temperaturas acima dos 30ºC podem ocasionar a morte das folhas.
O mirtilo é uma planta que gosta de sol. Os terrenos expostos a sul porque recebem uma maior incidência do sol estão menos sujeitos a geadas.
O mirtilo tem preferência pelos solos arenosos ou medianamente argilosos, não muito profundo.

 
Floração: A floração dá-se na primavera, as flores desenvolvem-se em cachos nas pontas dos ramos, os botões florais são os primeiros a brotar. As plantas de mirtilo são autopolinizadas, todavia, produzem melhor se a polinização for cruzada,  por isso dever-se-ão plantar duas ou mais cultivares.
Fruto: Mirtilo – é um fruto de excelência apreciado não só pelo sabor distinto e
equilibrado, mas também pelas inúmeras propriedades medicinais. É uma baga, cor azul cerosa, com uma estrela de cinco pontas na sua parte superior. O tamanho do fruto varia entre 7 e 12 milímetros de diâmetro, a sua pele é firme e a sua polpa é sucosa e aromática, de sabor agridoce.


Colheita: As folhas colhem-se na Primavera e secam-se à sombra em local seco e bem ventilado. Os frutos colhem-se no Verão.

Os principais produtores mundiais são: Canadá EUA, Chile, Uruguai, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Inglaterra, Bélgica e Holanda. Em Portugal o local ideal é no vale do Rio Vouga. Sendo Sever do Vouga considerado o local que melhores condições reúne.

Propagação: O mirtilo propaga-se por semente no Outono ou por estaca no fim do Verão. A poda realiza-se na Primavera.

Na saúde: O mirtilo é um fruto conhecido pela sua riqueza em diversas vitaminas, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico. É o rei dos antioxidantes e o fruto da juventude. O mirtilo é aceite como uma planta medicinal, da qual se podem usar todas as partes da planta, as flores, as folhas, os frutos e até as raízes, mas o fruto é a parte que contém maior poder antioxidante.

O mirtilo supera os vegetais, é o fruto que contém mais antioxidantes, consistem num grupo de vitaminas, de minerais e de enzimas. O mirtilo não tem colesterol, a sua pele contém, tal como a uva vermelha, níveis significativos de resveratrol. O mirtilo tem compostos que ajudam a prevenir e a tratar as infeções no aparelho urinário. Estudos laboratoriais levaram a concluir que os mirtilos melhoram a memória e a coordenação motora afetada por doenças degenerativas, protegendo o cérebro dos efeitos de deterioração cerebral associados à doença de Alzheimer e por Acão do envelhecimento, como perda da memória a curto prazo. O mirtilo melhora a visão. Os mirtilos são ricos em fibra, o seu consumo ajuda a regular o trânsito intestinal e reduz as inflamações do aparelho digestivo.


Os Mirtilos têm no entanto algumas contra indicações. Devido ao alto teor em taninos não devem ser consumidos durante mais de 3 meses, nem folhas nem frutos, podendo causar irritação do estômago e intestinos, sobretudo se existirem problemas de gastrites ou úlceras.
 
Na alimentação: O mirtilo é excelente para acompanhar diversos pratos de caça e saladas. É muito apreciado em doces e sobremesas: tartes, semifrios, queques, mousse, bolos, pudins, crepes, gelados, iogurtes, biscoitos, marmelada e compotas.

Receita 1: Muffins com Mirtilos (fácil)
 
Ingredientes:125g de mirtilos, 200g de farinha, 1 colher de chá de fermento, 130g de açúcar mascavado, 200g de manteiga, 3 ovos, raspas de 1 tangerina.
Preparação: Bater a manteiga (temperatura ambiente) com o açúcar até ficar cremoso, depois colocar os ovos um a um e ir batendo, colocar as raspas da tangerina e por fim peneirar a farinha e o fermento. Misturar parte dos mirtilos e colocar em forminhas de papel, deixar alguns mirtilos para colocar por cima da massa. Levar ao forno durante 40m a 180º.

Receita recolhida aqui.
 
Receita 2: Mousse de mirtilo
Ingredientes: 1 pacote de natas, 150g de açúcar, 220g de mirtilos, 6 folhas de gelatina incolor.
Preparação: ponha a gelatina de molho em água fria. Lave os frutos e junte o açúcar, desfazendo tudo muito bem com a varinha mágica e acabe coando as grainhas num passador. Escorra a água da gelatina, dissolva-a no micro-ondas e misture-a ao puré de mirtilos. Bata as natas e envolva-as no preparado, transferindo-o em seguida para uma forma. Leve ao frigorífico durante 6 horas.
Receita recolhida aqui.
 
Curiosidades: Mirtilos bons para a memória
Os mirtilos, uma das maiores fontes de antioxidantes, podem ajudar a incrementar a memória dos mais velhos.
Um estudo, levado a cabo pela Universidade de Cincinnati e pelos Departamentos de Agricultura dos Estados Unidos da América e do Canadá, analisou um grupo de idosos com 70 ou mais anos com algumas perdas de memória, ao qual, durante dois meses, foram dados, por dia, dois copos e meio de sumo de mirtilos.
Os investigadores concluíram que estes idosos mostraram melhores resultados na aprendizagem e nos testes de memória, li
aqui.