sábado, 3 de agosto de 2013

MIRTILO

Este ano foram colhidos os primeiros mirtilos, na Casa do Sargassal, de momento são cinco as plantas existentes.
 




Nome vulgar: Mirtilo, também conhecido como arando, uva-do-monte ou blueberry. A planta pode alcançar 1 a 1,5 metros de altura.


Nome botânico: Vaccinium corymbosum (espécie nativa norte-americana que deu origem à maior parte dos arbustos de mirtilo híbridos que são cultivados, nos EUA e Canadá, Europa e Ásia, Austrália, Nova Zelândia, Argentina Chile e Uruguai.

 

Algumas variedades: Aurora, bluecrop, bluegold, bluejay, brigitta, chandler, darrow, drapper, duke, elisabeth, elliot, goldtraube, lateblue, misty, nelson, o´neal, ozarbue, patriot, spartan e toro.
 
Origem: O mirtilo é nativo da América do Norte e das regiões montanhosas dos EUA e Canadá.
 
Clima e solo: O mirtilo gosta de frio e, por isso, vive em regiões onde o inverno seja muito rigoroso. Durante a fase de repouso vegetativo, o frio é o factor mais importante e na fase vegetativa são a temperatura, a precipitação e a radiação solar.
No repouso vegetativo, para a planta ter um período suficiente de dormência, tem de passar, no mínimo, por 700 horas, a cerca de 7ºC.
Na fase vegetativa, as plantas são sensíveis aos ventos frios e tardios da primavera que ocorram após a abertura das flores. No verão temperaturas acima dos 30ºC podem ocasionar a morte das folhas.
O mirtilo é uma planta que gosta de sol. Os terrenos expostos a sul porque recebem uma maior incidência do sol estão menos sujeitos a geadas.
O mirtilo tem preferência pelos solos arenosos ou medianamente argilosos, não muito profundo.

 
Floração: A floração dá-se na primavera, as flores desenvolvem-se em cachos nas pontas dos ramos, os botões florais são os primeiros a brotar. As plantas de mirtilo são autopolinizadas, todavia, produzem melhor se a polinização for cruzada,  por isso dever-se-ão plantar duas ou mais cultivares.
Fruto: Mirtilo – é um fruto de excelência apreciado não só pelo sabor distinto e
equilibrado, mas também pelas inúmeras propriedades medicinais. É uma baga, cor azul cerosa, com uma estrela de cinco pontas na sua parte superior. O tamanho do fruto varia entre 7 e 12 milímetros de diâmetro, a sua pele é firme e a sua polpa é sucosa e aromática, de sabor agridoce.


Colheita: As folhas colhem-se na Primavera e secam-se à sombra em local seco e bem ventilado. Os frutos colhem-se no Verão.

Os principais produtores mundiais são: Canadá EUA, Chile, Uruguai, Argentina, África do Sul, Nova Zelândia, Inglaterra, Bélgica e Holanda. Em Portugal o local ideal é no vale do Rio Vouga. Sendo Sever do Vouga considerado o local que melhores condições reúne.

Propagação: O mirtilo propaga-se por semente no Outono ou por estaca no fim do Verão. A poda realiza-se na Primavera.

Na saúde: O mirtilo é um fruto conhecido pela sua riqueza em diversas vitaminas, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácido cítrico, málico e tartárico. É o rei dos antioxidantes e o fruto da juventude. O mirtilo é aceite como uma planta medicinal, da qual se podem usar todas as partes da planta, as flores, as folhas, os frutos e até as raízes, mas o fruto é a parte que contém maior poder antioxidante.

O mirtilo supera os vegetais, é o fruto que contém mais antioxidantes, consistem num grupo de vitaminas, de minerais e de enzimas. O mirtilo não tem colesterol, a sua pele contém, tal como a uva vermelha, níveis significativos de resveratrol. O mirtilo tem compostos que ajudam a prevenir e a tratar as infeções no aparelho urinário. Estudos laboratoriais levaram a concluir que os mirtilos melhoram a memória e a coordenação motora afetada por doenças degenerativas, protegendo o cérebro dos efeitos de deterioração cerebral associados à doença de Alzheimer e por Acão do envelhecimento, como perda da memória a curto prazo. O mirtilo melhora a visão. Os mirtilos são ricos em fibra, o seu consumo ajuda a regular o trânsito intestinal e reduz as inflamações do aparelho digestivo.


Os Mirtilos têm no entanto algumas contra indicações. Devido ao alto teor em taninos não devem ser consumidos durante mais de 3 meses, nem folhas nem frutos, podendo causar irritação do estômago e intestinos, sobretudo se existirem problemas de gastrites ou úlceras.
 
Na alimentação: O mirtilo é excelente para acompanhar diversos pratos de caça e saladas. É muito apreciado em doces e sobremesas: tartes, semifrios, queques, mousse, bolos, pudins, crepes, gelados, iogurtes, biscoitos, marmelada e compotas.

Receita 1: Muffins com Mirtilos (fácil)
 
Ingredientes:125g de mirtilos, 200g de farinha, 1 colher de chá de fermento, 130g de açúcar mascavado, 200g de manteiga, 3 ovos, raspas de 1 tangerina.
Preparação: Bater a manteiga (temperatura ambiente) com o açúcar até ficar cremoso, depois colocar os ovos um a um e ir batendo, colocar as raspas da tangerina e por fim peneirar a farinha e o fermento. Misturar parte dos mirtilos e colocar em forminhas de papel, deixar alguns mirtilos para colocar por cima da massa. Levar ao forno durante 40m a 180º.

Receita recolhida aqui.
 
Receita 2: Mousse de mirtilo
Ingredientes: 1 pacote de natas, 150g de açúcar, 220g de mirtilos, 6 folhas de gelatina incolor.
Preparação: ponha a gelatina de molho em água fria. Lave os frutos e junte o açúcar, desfazendo tudo muito bem com a varinha mágica e acabe coando as grainhas num passador. Escorra a água da gelatina, dissolva-a no micro-ondas e misture-a ao puré de mirtilos. Bata as natas e envolva-as no preparado, transferindo-o em seguida para uma forma. Leve ao frigorífico durante 6 horas.
Receita recolhida aqui.
 
Curiosidades: Mirtilos bons para a memória
Os mirtilos, uma das maiores fontes de antioxidantes, podem ajudar a incrementar a memória dos mais velhos.
Um estudo, levado a cabo pela Universidade de Cincinnati e pelos Departamentos de Agricultura dos Estados Unidos da América e do Canadá, analisou um grupo de idosos com 70 ou mais anos com algumas perdas de memória, ao qual, durante dois meses, foram dados, por dia, dois copos e meio de sumo de mirtilos.
Os investigadores concluíram que estes idosos mostraram melhores resultados na aprendizagem e nos testes de memória, li
aqui.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

AZEVINHO

 


Nome vulgar: Azevinho, é também conhecido por pica-folha, visqueiro, zebro e xardo.

 
Nome botânico: Ilex aquifolium

 
Fruto: O fruto (venenoso) amadurece no Inverno, e aparecem apenas nas plantas femininas, são pequenas drupas (tipo de fruto carnoso, com apenas uma semente, como o pêssego) esféricas de 7 a 10 mm de diâmetro, de um vermelho brilhante, por vezes amarelas, quando maduras, contendo quatro grainhas lenhosas.

 
Variedades: Existem muitas variedades ornamentais.

 
Origem: Planta originária do Hemisfério Norte, América do Sul, Austrália e Polinésia. Alguns exemplares vivem mais de 200 anos.

 
Clima e Solo: O tipo de solo é indiferente para esta planta, que prefere no entanto regiões com pluviosidade média ou alta, e altitudes até os 1300 m, e alguma sombra pois suporta o coberto de árvores maiores. Na Península Ibérica vive em todos os sistemas montanhosos, sendo mais abundante na sua metade Norte.

 
Floração: de Maio a Junho, as flores de 6 a 8 mm nascem em pequenos grupos nas axilas das folhas.

 
Colheita: O azevinho é tradicionalmente usado como ornamento, na quadra natalícia.
Porque a procura ao longo dos tempos foi sendo cada vez mais intensa, embora com incidência sazonal, esta colheita que antigamente consistia apenas no desbaste de alguns ramos, passou entretanto a uma desrama sistemática e indiscriminada, o que provoca por vezes a morte de exemplares de grande raridade e alguns com centenas de anos.
Assim, foi publicado (já em 1989) o Decreto-Lei n.° 423/89 de 4 de Dezembro, que proíbe o seu corte em todo o território nacional.
Esta espécie tem sido entretanto cultivada com êxito, para exploração comercial.

 
Propagação: Pode fazer-se através de sementes e alporque (vara ou ramo de planta que se mergulha na terra para criar raízes), no final do Inverno até meados da Primavera, ou no Outono.

 
Curiosidades: Devido à dureza da sua madeira, os antigos celtas utilizavam esta árvore para fabricar as pontas de lança. Por essa mesma característica, o azevinho é também um símbolo de firmeza. Para os celtas, o rei do azevinho regia a metade descendente do ano e o rei dos carvalhos, a metade ascendente.
 

quarta-feira, 20 de março de 2013

A PRIMAVERA

A primavera chegou hoje às 11:02 horas e irá prolongar-se até às 05:04 horas do dia 21 de Junho.

A primavera inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho, está associada ao reflorescimento da flora e da fauna.

É o início do tempo mais quente. É o retorno dos dias maiores e da mudança da hora.

Hoje a duração do dia será igual à noite.


 

 


Estas flores foram "colhidas" na Casa do Sargassal, com a minha Canon SX 10is.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

CODORNO




Codorno é o fruto do codorneiro, árvore de pequeno porte,

É uma pera, havendo quem o considere uma maçã.

Pera de inverno, de casca e polpa dura, a cor da casca é semelhante à da maça esperiega ou reineta. Peras, maças e marmelos integram a família.

Devido à textura dura da sua casca e polpa, são preferencialmente comidos cosidos ou assados (com a casca), a que se junta pau de canela e um pouco de açúcar ou ainda julgo o mais usual, preparado em calda de açúcar e vinho, iguaria muito apreciada na época de Natal, em muitas zonas do Minho.




São os primeiros codornos colhidos na Casa do Sargassal.

Em próxima oportunidade, um maior desenvolvimento sobre o codorneiro e o seu fruto, o codorno.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

AMEIXOEIRA


 
Nome vulgar: Ameixoeira, ameixeira ou ameixieira.

Nome botânico: Prunus domestica.
 

Fruto: Ameixa, fruto de caroço oblongo. A polpa é verde/amarelada, açucarada, firme e de caroço semi-livre, que se come em fresco ou depois de seco. O fruto apresenta um calibre grande e epiderme violeta com “pruina” azulada. A produtividade é grande, o que conduz à necessidade da realização de monda dos frutos. As ameixas podem ser consumidas, ao natural, secas, cozidas e  sob a forma de sumo (obtido pela filtragem de ameixas secas cozidas e arrefecidas). Apresentam a dupla vantagem de serem ricas em fibras e muito saborosas. Sem exagerar, podem ser consumidas de vez em quando, a intervalos regulares, sem provocar um efeito purgante.

Variedade apresentada: Stanley.

Outras: Black Star, Methley, Golden Japan, Santa Rosa, Rainha Claudia Dourada, Rainha Claudia Bavay, Friar, Black Diamond, Royal Diamond, Prune d’Ente, Presidente, Songold, e Angeleno.

Origem: A Prunus domestica, teve a sua origem na região que se estende ao Cáucaso, à Pérsia e à Anatólia.
 
Clima e Solo: A ameixeira adapta-se a uma grande gama de solos devido ao elevado número de porta-enxertos que se podem utilizar. Os climas temperados são os mais propícios à ameixoeira. A cultura necessita de horas de frio para quebrar o repouso vegetativo, mas a temperatura condiciona o período de floração, polinização, fecundação e vingamento do fruto, não devendo ser demasiado baixa nestas fases do ciclo vegetativo.

 
Floração: A floração, de Março a Maio, ocorre, geralmente, em simultâneo com o aparecimento das folhas. As flores são solitárias ou geminadas, de cor esbranquiçada ou, ocasionalmente, esverdeada.

Colheita: Para que o fruto se torne mais saboroso e com todas as suas qualidades nutricionais deve amadurecer na árvore e não no armazenamento refrigerado.

Os frutos da variedade Stanley e Presidente, são as últimas amadurecer e colhidas entre a 2ª quinzena de Agosto e o mês de Setembro.

A poda efectua-se durante o repouso vegetativo. É também necessária poda em verde para retirar alguns ramos (ladrões).

Propagação: Pode fazer-se através de sementes, alporque (vara ou ramo de planta que se mergulha na terra para criar raízes) ou por enxertia, sobre um porta-enxertos, a mais vulgar e com melhores resultados.

Composição nutricional: Cada 100g de ameixas contém: 36kcal de energia, 88g de água, 0.8g de proteína, 0.2g de lipidos dos quais 0.1g monoinsaturados, 7.6g de hidratos de carbono, 1.9g de fibra, 165mg de potássio, 13mg de fósforo, 88µg de vitamina A, 0.02mg de vitamina B1, 0,6mg de vitamina E e 530µg de caroteno.
(fonte:www.nestle.pt/BemEstar/Presentation/Nutricao/Alimentos.aspx?id=256)

Receita: Mousse de ameixas pretas.

Ingredientes: 250g de ameixas pretas sem caroço, 1 saqueta chá preto, 1 lata de leite condensado magro, 1 iogurte natural, 0.4dl sumo de limão, 4 folhas de gelatina, 2.5 dl natas, 1 colher de café de baunilha líquida.
 
Preparação: Deite num tacho as ameixas, junte-lhes meio litro de água e leve a lume brando durante 20 minutos. Retire do lume, mergulhe no tacho a saqueta do chá e deixe em infusão durante 15 minutos. Depois escorra as ameixas e guarde o molho. Junte às ameixas 2 colheres (sopa) do molho e reduza-as a puré. Adicione o leite condensado e o iogurte e misture. Leve ao lume o molho que reservou, junte-lhe o sumo de um limão, deixe ferver e adicione a gelatina previamente demolhada. Retire do lume, mexa até a gelatina ficar completamente dissolvida e deixe arrefecer. Bata as natas em chantilly (sem açúcar). Misture o molho com a gelatina no puré de ameixas e mexa bem. Adicione as natas batidas e a baunilha e mexa delicadamente.

Deite em taças e leve ao frio até solidificar. Sirva decorado a gosto.
(fonte: www.nestle.pt/cozinhar/detalhereceita.aspx/11729/receita-Mousse-de-ameixas-pretas)

Curiosidades: “Ameixoeira”, significa – Auxílio, Proteção, Beleza.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

CASTANHEIRO


Nome vulgar: Castanheiro

 


Nome botânico: Castanea sativa

Fruto: O fruto do castanheiro é o ouriço, que tem no seu interior uma semente - a castanha. A castanha, foi durante o séc. XVII um produto básico da alimentação dos beirões e transmontanos, chegando em muitas ocasiões a substituir o pão ou as batatas.
Algumas variedades: Nacionais, Bebim, Camarinha, Benfeita, Negral, Lamela, Verdeal, Demanda, Sousã, Amarelais, Martainha, Boaventura, Trigueira, Aveleira, Judia, Longal e Côta, as três últimas porventura as de maior qualidade alimentar e maior valor comercial.
Hibridos euro-japoneses (resistentes à tinta): Precoce Migoule, Bouche de Bétizac, Bournette, Marigoule e Maridonne.

Origem: A espécie que existe em Portugal é também a que predomina na Europa - a Castanea sativa. Há conhecimentos e sinais de existir no território português há já muitos séculos, pelo que é considerada como uma espécie indígena. Contudo, há quem pense que terá sido introduzida na península ibérica, provavelmente, durante a época dos romanos.
Clima e Solo: O castanheiro é uma árvore que se adapta facilmente a diversos tipos de clima e altitude ocorrendo desde altitudes baixas até ao cimo das montanhas, apesar de haver uma preferência por altitudes entre os 400 e 1000 metros (por vezes mais), climas sub-atlânticos, sem temperaturas abaixo dos 15º negativos e solos ligeiramente ácidos.
Propagação: Ambos os tipos de castanheiro ( bravo e manso) podem ser criados em viveiros e ambos nascem a partir, da castanha. Outra técnica utilizada na regeneração dos castanheiros é a da multiplicação vegetativa com estacaria de árvores previamente selecionadas.

Floração: O castanheiro é uma árvore que tem em cada pé, simultaneamente, flores masculinas e flores femininas floresce de Maio a Junho. É das flores femininas, que surge o «ouriço», de que resultam as castanhas.

Colheita: de Outubro a Novembro.


 Composição nutricional:
 
 
 
 
 
 
Usos: É consumida de várias formas, crua, cozida, assada, frita, em doces ou sopas (por vezes, na forma de farinha), e como guarnição de alguns pratos.
Receita: Bolo de Castanhas de Sernancelhe
Ingredientes: 1kg de castanhas de Sernancelhe, 0,5l de leite, 120g de açúcar, 6 claras, 200g de farinha, 3 gotas de baunilha em aroma, caramelo q.b.
Preparação: coza as castanhas, descasque-as e esmague-as, enquanto estiverem quentes. Ponha a massa obtida ao lume com o leite adoçado, de modo a obter uma polpa espessa. Deixe arrefecer, misture as claras batidas em castelo, alternando com a farinha, e aromatize com baunilha.
Deite a massa numa forma untada com o caramelo e leve ao forno, durante cerca de 1 hora. Deixe arrefecer o bolo até ficar morno e desenforme-o.

Curiosidades: As tribos pré-romanas chamavam-lhe a «árvore do pão», já que o seu fruto a castanha era um alimento rico e um importante meio de subsistência para os exércitos em campanha. Pode-se mesmo afirmar que foi um dos mais importantes farináceos em muitas regiões, antes da chegada da batata e do milho à Europa. Era utilizada na alimentação dos homens e dos animais, era um complemento importante da agricultura e, em muitos casos, o pão dos mais desfavorecidos. Quando a produção do ano não era totalmente consumida, a que restava era transformada em castanha «pilada», seca ao fumo, em caniços (estrutura de ripas suspensas sobre a lareira), de forma a poder ser consumida mais tarde. Então era comida cozida (depois colocada - como o feijão), ou transformada em farinha, de que resultavam as falaches (bolo ou fritos de farinha - na zona do Douro - de castanhas piladas).

Dito popular: «um castanheiro leva 300 anos a crescer, 300 a viver e 300 a morrer». 

sábado, 5 de maio de 2012

DAMASQUEIRO



Nome vulgar: Damasqueiro


Nome botânico: Prunus armeniaca

Fruto: O damasco, também chamado de abricó, abricô, abricoque, abricote, alberge, albricoque, alpece, alperce, alperche, fruto com forma esférica ou oval de cor amarelo-alaranjado.
Algumas variedades: Beliana, Bulida, Canino, Feriana, Paviot, Moorpark, Early Golden, Chinese, Moniqui, São José e Royal, entre outras.

Origem: O damasqueiro é originário da China (conhecida no norte do país desde 2000 a.C.), e da Sibéria, sendo introduzido na Itália cerca de 100 anos antes de Cristo, na Inglaterra, no século XIII e na América do Norte, em 1920.
Clima e Solo: O damasqueiro é uma espécie que pode ser cultivado nas regiões frias a temperadas, vegetando bem em diversos tipos de solo excepto os muito húmidos e compactados.
Propagação: Pode fazer-se através de sementes e por enxertia sobre porta-enxertos da mesma espécie, de pessegueiros, ameixeiras ou amendoeiras.

Floração: Geralmente entre Fevereiro e Março, ocorre antes do aparecimento das folhas.
Colheita: Fins de Junho e durante Julho.
Composição nutricional: Cada 100g de damascos contém: 0,8g de proteínas, 13,8g de hidratos de carbono, 0,6g de lípidos, 1,1g de fibras, 230µg de vitamina A, 10mg de vitamina C, 30mg de cálcio, 32mg de fósforo e 57kcal de energia.
Usos:  Na culinária é utilizado em doces, sumos e comido como fruto fresco ou seco. A nível medicinal, tem propriedades diuréticas, laxantes e calmantes.
Receita: Bolinhos integrais de chocolate e damasco
Ingredientes: 1 chávena (200ml) de farinha de trigo integral, 1 chávena (200ml) de aveia, 3/4 de chávena (200ml) de açúcar (amarelo), 1 colher de sopa de fermento em pó, 6 unidades de damasco picado, 100gr de chocolate meio amargo picado, 1 colher de margarina á temperatura ambiente, 2 ovos e leite até dar ponto de massa mole (cerca de 1/3 de xícara).
Confecção: colocar às colheradas em assadeira untada e enfarinhada, deixando uma boa distância entre os bolinhos. Assei em forno médio pré-aquecido até as bordas começarem a dourar. Deixar os bolinhos arrefecerem. Por cima, usar chocolate próprio para cobertura.

Curiosidades: Embora com mais calorias que os frescos, os damascos secos são considerados um dos melhores frutos para a saúde, pois constituem uma fonte concentrada e prática de nutrientes, tendo mesmo feito parte da dieta dos astronautas Americanos em alguns dos seus voos espaciais.
   

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ALIMENTOS AMIGOS DA TENSÃO

Tensão sob controloA ingestão de potássio, de cálcio e de magnésio é uma das chaves para mantermos a tensão sob controlo. Descubra os alimentos onde pode encontrar estes e outros nutrientes que controlam a pressão arterial e protegem o seu coração.


OS NUTRIENTES QUE AJUDAM A CONTROLAR A PRESSÃO ARTERIAL


Banana
É rica em potássio. Uma dose elevada deste mineral favorece a eliminação de sódio, ingerido sob a forma de sal, que tem efeitos nocivos sobre a tensão. A dose recomendada é uma banana, duas vezes por semana.




Tomate
Contém licopeno com ação antioxidante. Ajuda a manter a saúde das artérias, aumentando a sua elasticidade. Estudos internacionais demonstraram que cozinhado oferece mais licopeno. Coma um tomate, três vezes por semana.

Mexilhão
É rico em potássio mas deve evitar ingerir a versão enlatada, mais rica em sal. O seu baixo aporte calórico (69 kcal por cada 100 gramas) faz dele um alimento apto para todos. A dose recomendada é entre 60 a 100 g, uma vez por semana.

Sardinha
O cálcio presente na espinha deste peixe é um aliado contra a hipertensão. Baixas concentrações deste mineral aumentam a excitabilidade das membranas das células nervosas e musculares. Em excesso, provocam arritmias cardíacas e diminuem a excitabilidade neuromuscular. O recomendável é comer uma refeição de sardinhas por semana.

O chocolate
O chocolate preto reduz a tensão arterial. Tal ação deve-se ao poder antioxidante dos seus flavonoides polifenólicos, permitindo um melhor fluxo sanguíneo nas artérias. Coma um quadrado todos os dias.

Beringela
A beringela tem muito magnésio. Este mineral evita edemas e problemas de coagulação. Além disso, permite que a tensão se mantenha a salvo de subidas bruscas. Contém bastante água, fibra e antioxidantes, graças aos quais é diurética. Deve incluir este legume nas suas refeições, duas a três vezes por semana.

Tâmara
O facto de ser desidratada faz com que os seus nutrientes se concentrem, nomeadamente o potássio. Um mineral fundamental para controlar o equilíbrio de água dentro e fora das células. Coma uma por dia.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AGRICULTURA BIOLÓGICA (pequeno resumo)



Uso a terra, sem a preocupação da quantidade e do tamanho, mas sim da qualidade. É a relação com a natureza, com a energia, com o trabalho, muito trabalho. É uma pequeníssima contribuição para a salvação do solo, da nossa alimentação e do ambiente. É também a relação com as ervas daninhas e os insectos.

A minha relação com o solo não é de rapina, mas sim de permuta, não ando a saquear, mas sim a cuidar.

A diversificação das culturas, as rotações e o adubamento com estrumes tratados. A diversificação das culturas porque na natureza não existem grandes extensões duma mesma e única planta, isso seria uma razão para a esterilidade do solo, a invasão dos insectos, de doenças.

O elemento nutritivo mais importante para o desenvolvimento das plantas é o azoto (e depois os vários minerais), se houver carência deste elemento, a produtividade do solo descerá muito, pois é ele o responsável pelo crescimento vegetativo das plantas acima da superfície do solo. Na sua ausência, a cor das folhas amarelece e a planta fica pequena, ao passo que, se for aplicado nas doses devidas, a planta tornar-se-á adulta e será robusta e grande. Se aplicado em excesso o efeito será o contrário.

É precisamente aqui que o método biológico se mostra superior. A matéria orgânica, desde que não utilizada em quantidades excessivas, reabastece a planta de azoto duma forma progressiva.

As plantas azotantes por excelência são as leguminosas e a passagem do azoto da planta para o terreno obtém-se, ou através das raízes, durante a vida da planta, ou misturando toda a planta na terra com o arado, para que todas as suas partes cedam o respectivo azoto.
  
É essencial o adubamento em cada nova cultura, o qual se faz espalhando, pelo solo, estrume tratado em amontoamentos ou em compostores (ex. da imagem).

Em amontoamento ou em compostores é um processo essencial na agricultura biológica, pois é aí que o ciclo dos elementos nutritivos tem o seu centro de reciclagem.